Homens no Ballet
Por Beatriz Toscano No filme Billy Elliot, o protagonista se apaixona pelo ballet, mas enfrenta muito preconceito e falta de apoio familiar para continuar praticando. Infelizmente, essa realidade ainda é…
Por Beatriz Toscano
No filme Billy Elliot, o protagonista se apaixona pelo ballet, mas enfrenta muito preconceito e falta de apoio familiar para continuar praticando. Infelizmente, essa realidade ainda é vivida por muitos homens que escolhem a dança como paixão e profissão. Esse pensamento intolerante precisa ser transformado.
O ballet nasceu em 1489, na Itália, e, na época, era dançado exclusivamente por homens. Somente mais tarde, as mulheres começaram a ocupar espaço nesse esporte. Um exemplo marcante no mundo da dança é Mikhail Baryshnikov, um bailarino que fez história e inspirou várias produções cinematográficas, como o filme O Sol da Meia-Noite.
O preconceito contra bailarinos, porém, vem geralmente do público fora do universo da dança. Dentro dele, bailarinas e professoras consideram completamente natural a presença de homens, seja como dançarinos ou como professores.
A ideia de que o ballet é exclusivamente feminino se deve, talvez, à delicadeza frequentemente associada a esse estilo de dança. No entanto, o ballet é variado e versátil, permitindo que homens expressem tanto performances suaves quanto vigorosas.
Sendo um esporte que começou com homens e provando que o preconceito não existe dentro do meio, é hora de mudar essa visão limitada. O ballet é para todos. O que realmente importa é a habilidade, o esforço e, acima de tudo, o amor por essa forma de arte.