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23 de agosto de 2026 Maple Bear · João Pessoa
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Resenhas Literárias

A Discórdia da Família Earnshaw: O Morro dos Ventos Uivantes

Por José Lopes A amada e odiada narrativa de O Morro dos Ventos Uivantes , de Emily Brontë, apresenta em suas 111 páginas a história de um pequeno menino que, ao ser adotado, causou discórdia entre todos que…

Por José Lopes

A amada e odiada narrativa de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, apresenta em suas 111 páginas a história de um pequeno menino que, ao ser adotado, causou discórdia entre todos que vivem por perto. A obra aborda um gênero dramático, pois em sua história podemos observar personagens, textos e falas muito dramáticas. O livro foi adaptado e traduzido por Vilma Arêas, sendo a versão adaptada publicada em 1997 com grande sucesso de bilheteria, resultando, por exemplo, em sete filmes diferentes!

A narrativa, situada em 1801, na Inglaterra, desenvolve-se a partir da apresentação de Lockwood, um inglês rico e locatário de um local chamado Granja dos Tordos. Nesta casa, conhecemos Ellen, a governanta do espaço, que narra a Lockwood a história da família Earnshaw, uma boa parentela até que adotaram um órfão chamado Heathcliff. Este, por sua vez, é o atual arrendatário da Granja onde Lockwood alugou. Ellen relata que Heathcliff causou discórdia a todos ao seu redor (principalmente na família Earnshaw) por muito tempo. Além desses personagens, conhecemos Catherine, a mulher por quem Heathcliff se apaixonou e que foi uma das principais pessoas a causar a ira desse homem.

Nessa obra, observamos muitos sofrimentos e delírios de seus personagens, o que era muito comum nas narrativas da época em que o livro foi escrito. Ademais, algo que vale ressaltar é que fiquei extremamente impressionado com a quantidade de adaptações, traduções e a importância dessa obra para a literatura Inglesa. Apesar de toda essa fama, o livro nunca ganhou um prêmio relevante dentro da literatura, o que me fez pensar que ele não era tão conhecido. Contudo, agora sei que estava pensando de forma completamente equivocada.

A obra literária de Emily Brontë tem o objetivo de fazer uma crítica social a pessoas racistas (que julgam outras por suas raças ou pelo que elas são). No livro, o mal do preconceito é ressaltado para os personagens com cor de pele negra, consequentemente incentivando as pessoas a pararem com esse ato ao observar o sofrimento daqueles que sofrem essa discriminação. Um ótimo exemplo que aborda essa crítica no livro é quando Heathcliff e Catherine foram raptados (para serem cuidados) pela família Linton. A família decidiu ficar apenas com Catherine e, por preconceito, soltou Heathcliff na mata, enquanto cuidava de Catherine com todo o amor do mundo.

Agora, voltando ao meu ponto de vista, a obra literária de Emily Brontë consegue fazer algo incomum em suas narrativas: ser odiada por muitos, mas ao mesmo tempo amada por inúmeras pessoas. Inclusive, a própria autora já admitiu essa "ex-especulação": "Ele (o livro) amará e odiará em segredo, além de considerar uma espécie de igualdade ser amado e odiado por sua vez". Essa característica peculiar se deve ao fato de suas particularidades serem um tanto diversas, o que faz com que muitas pessoas de diferentes estilos gostem deste tipo de texto. Por outro lado, diversas outras pessoas, com outros estilos e gostos, não apreciam essa obra.

Os dois exemplos mais fortes de pessoas que amam este livro são as que gostam de livros dramáticos, já que, como mencionado, essa obra possui cenas e falas mais emocionantes. Além dos apreciadores de dramas, este livro provavelmente também atrairá um público que se apega mais a textos com ação, devido ao fato de essa obra, além de partes mais exageradas, também envolver uma boa quantidade de ações, inclusive mais do que o esperado para livros feitos na época em que foi escrito.

Apesar de atrair muitas pessoas para a história, o livro também diminui o interesse de algumas, principalmente daquelas que gostam de narrativas curtas, já que a obra é bem longa e, consequentemente, menos atrativa para esse público. A obra literária possui textos com uma fonte relativamente alta, pouquíssimas imagens (todas em preto e branco) e, por último, uma capa colorida e de tipo mole.

O público que gosta de obras dramáticas, descritivas e com ações (embora na narrativa não tenhamos tantas ações como, por exemplo, no livro O Colecionador, de Gabriel Allon) vai amar esta obra. Ou seja, se vocês não gostarem de nenhum desses tipos literários, não recomendo que façam essa leitura.

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