Pular para o conteúdo
02 de agosto de 2026 Maple Bear · João Pessoa
Folha de Bordo Resenhas, cartas e opinião feitas pela turma
Resenhas Literárias

Lá no meu Quintal e os Diferentes Brincares do Brasil

Por Gabriela Figueirêdo A obra literária Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de Norte a Sul , publicada em 2019 pela editora Peirópolis, relata a viagem que a autora Gabriela Romeu fez para…

Por Gabriela Figueirêdo

A obra literária Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de Norte a Sul, publicada em 2019 pela editora Peirópolis, relata a viagem que a autora Gabriela Romeu fez para visitar famílias que vivem em aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas, terras quilombolas e outras áreas afastadas da zona urbana. No livro, ela apresenta diversas brincadeiras e cantigas de Norte a Sul do país, que nos fazem relembrar a infância e os velhos tempos de diversão. A obra tem 128 páginas e faz parte do Projeto Infância, que conta a vida de crianças em diferentes lugares do Brasil. Além disso, o livro possui QR Codes com vídeos da viagem.

A narrativa começa pela região Norte, no Médio Xingu, Pará, na cidade de Altamira, onde a autora conheceu o menino Arawari Asurini, do povo Asurini do Xingu. Depois, seguiu para o Nordeste, no Cariri cearense, cidade de Potengi, onde conheceu Laísa Vieira, uma menina da comunidade Carcará. Em seguida, foi para o Centro-Oeste, no Pantanal, em Corumbá (Mato Grosso do Sul), onde encontrou os irmãos Wellington e Joel, que ajudam o pai a cuidar dos animais. No Sudeste, passou pelo Vale do Jequitinhonha, em Turmalina (Minas Gerais), e conheceu Milena e sua irmã. Por fim, no Sul, esteve em Rodeio Bonito, no norte do Rio Grande do Sul, onde conheceu Valdecir e sua irmãzinha, Ana. Em cada região, Gabriela Romeu aprendeu algo novo: uma brincadeira, uma cantiga, uma forma diferente de se divertir. Mas, para descobrir o que exatamente ela aprendeu, é preciso ler o livro.

Na minha opinião, o livro é muito bom porque mostra o cotidiano de diferentes crianças do Brasil, destacando suas brincadeiras, o que fazem para se divertir e como aproveitam os dias sem escola. No entanto, a obra foca bastante nesse aspecto do brincar, e poderia também falar mais sobre as culturas de cada povo, sobre como é viver sem a tecnologia ao alcance e por que as crianças preferem brincar ao invés de ficar conectadas. Esse tipo de informação ajudaria a entender melhor a visão delas sobre o mundo. Um bom exemplo que aparece no livro é a explicação sobre a comunidade quilombola Carcará: “Carcará, ou Caracará, é uma comunidade quilombola, agrupamento constituído há tempos para abrigar aqueles que se rebelaram contra a escravidão” (p. 36). Outro exemplo é quando o livro fala sobre as brincadeiras: “Em alguns cantos da Amazônia já vimos crianças fazendo e rodando pião, brinquedo que por lá facilmente rima com contemplação” (p. 21).

Eu recomendo Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de Norte a Sul para o público infantojuvenil e para as crianças, porque é um livro bem organizado, fácil de entender, sem linguagem complicada. Além disso, fala sobre a infância e até ensina como recriar um brinquedo citado na obra, trazendo um passo a passo dinâmico e divertido. É um livro cheio de aprendizado, cultura, brincadeiras e alegria. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei e aproveitem bastante essa leitura, que é simplesmente genial.

Leia também