Minha opinião sobre a obra De quanta terra precisa o homem?
Por Filipe Medeiros A obra De quanta terra precisa o homem? , escrita pelo autor russo Liev Tolstói em 1886, foi traduzida, adaptada e ilustrada por Cárcamo. Possui capa mole, várias ilustrações e 50 páginas…
Por Filipe Medeiros
A obra De quanta terra precisa o homem?, escrita pelo autor russo Liev Tolstói em 1886, foi traduzida, adaptada e ilustrada por Cárcamo. Possui capa mole, várias ilustrações e 50 páginas cheias de emoção, publicada pela editora Companhia das Letrinhas.
O livro conta a história de Pahkóm, um simples camponês que, após uma discussão entre sua esposa e sua cunhada sobre as vantagens e desvantagens de morar no campo, pensa consigo mesmo: “Se eu tivesse muita terra, não temeria nem mesmo o próprio diabo” (p. 16). O diabo, que estava escondido na lareira e ouviu tudo, decide então tentar o homem com terras. Rapidamente, Pahkóm se deixa levar pela ganância: sempre que encontra uma terra maior ou melhor que a sua, abandona a antiga e corre desesperadamente atrás da nova.
É incrível que, mesmo em uma história curta e adaptada, Tolstói consiga trazer críticas tão profundas à Rússia da época. Ele usa o personagem Pahkóm para simbolizar o próprio país, retratando a ganância e a busca incessante por mais terras, mesmo quando já se tem o suficiente. A obra transmite lições valiosas que podem ser levadas para toda a vida, como aprender a se contentar com o que se tem, já que é nas pequenas coisas que encontramos a verdadeira felicidade.
De quanta terra precisa o homem? é uma leitura perfeita para quem gosta de reflexões profundas em uma narrativa leve e envolvente. É especialmente indicada para jovens e adultos, que possuem maturidade para compreender de forma plena o sentido da história.