O que eu achei sobre Auto da Compadecida
Por Carlos Henrique Teixeira Em 1955, Ariano Suassuna criou a obra Auto da Compadecida . O livro é uma comédia do século XX e ganhou muito destaque porque o autor misturou humor com a época do cangaço,…
Por Carlos Henrique Teixeira
Em 1955, Ariano Suassuna criou a obra Auto da Compadecida. O livro é uma comédia do século XX e ganhou muito destaque porque o autor misturou humor com a época do cangaço, trazendo dois personagens marcantes: João Grilo e Chicó. O público adorou.
Com 208 páginas, a peça faz uma crítica ao comportamento das pessoas de antigamente, mostrando que, no sertão, muitos eram desonestos e maldosos apenas para levar vantagem. A história se passa em Taperoá, onde João Grilo e Chicó trabalham para o padeiro, que os manda cumprir várias tarefas.
Uma das primeiras missões é pedir ao padre que benza o cachorro da esposa do padeiro, que estava doente. O padre recusa, mas quando João Grilo inventa que o verdadeiro dono do cachorro é um homem importante, o padre aceita benzer o animal. Mesmo assim, o cachorro morre.
Mais adiante, o padeiro desconfia que sua esposa o esteja traindo — e, de fato, ela tem um caso com Chicó. Em uma das situações, o padeiro chega em casa enquanto a esposa o enganava, mas ela consegue esconder Chicó e ainda “provar” que o marido estava errado.
Perto do final, acontece um ataque de cangaceiros. João Grilo até consegue enganar um deles e matá-lo, mas acaba sendo morto por outro. No tribunal do além, quando está prestes a ser levado pelo diabo, João chama pela Virgem Maria, que o salva e lhe dá a chance de voltar à vida. Porém, ele retorna sem lembrar de nada do que aconteceu.
A obra de Ariano Suassuna é muito rica em informações e se tornou um clássico brasileiro. Eu gostei bastante do livro. Achei interessante como ele mostra aspectos do passado do Nordeste e retrata a realidade dos cangaceiros, fazendo a gente pensar em como a vida naquela época era diferente da atual. Também gostei do estilo da escrita, com muitos diálogos e poucas intervenções do narrador, o que deixou a leitura única e inovadora.
Esse livro é essencial para quem gosta de dar boas risadas e também para quem deseja conhecer mais sobre o passado do Nordeste, suas pessoas e seu modo de vida. Por isso, recomendo a leitura.