Sorte Grande
Alice dá a Teddy um bilhete de loteria que muda a vida dos dois. Laura escreve sobre a friendzone dolorosa do romance de Jennifer E. Smith e sobre amor com maturidade.
O livro Sorte Grande é um romance de 384 páginas, escrito pela mente criativa de Jennifer E. Smith, traduzido por Alda Lima e publicado no Brasil pela editora Galera. Publicada em 2018, e apesar de não possuir ilustrações, a obra consegue expressar com clareza seus cenários e personagens, fazendo-nos sentir como se estivéssemos dentro da história.
O romance narra a adolescência de Alice, uma jovem de 16 anos que perdeu os pais aos 8. Após a tragédia, ela passou a morar com seus tios e seu primo Leo, em Chicago. Alice não acredita na sorte por causa da triste lembrança de seu passado, mas acredita no amor, já que é apaixonada por seu melhor amigo, Teddy. Quando ele completa 18 anos, Alice o presenteia com um bilhete de loteria que mudará a vida dos dois jovens.
Teddy, apesar de ser mais velho, demonstra ser bem imaturo, o que pode irritar alguns leitores. Enquanto Alice passa o livro inteiro focada em sua paixão, ela parece perder um pouco de sua própria maturidade ao se esforçar tanto para agradá-lo. A obra pode ser frustrante por não apresentar um amor recíproco imediato, mostrando, ao longo das páginas, uma friendzone dolorosa. Uma citação da protagonista que demonstra exatamente isso é: “De vez em quando, paro para olhar sua nuca, torcendo para que ele se vire, para que me encare. Mas Teddy não o faz.”
Apesar dos dilemas, o livro traz uma mensagem importante sobre a necessidade de maturidade no amor. Afinal, amor sem maturidade leva à loucura. Recomendo fortemente esta leitura para garotas entre 12 e 16 anos, especialmente se estiverem apaixonadas ou gostarem de romances leves. Embora eu tenha críticas pontuais, o livro é bom e transmite uma mensagem ainda mais forte por trás da história.
Friendzone: termo usado quando você gosta de uma pessoa romanticamente, mas ela quer ser apenas sua amiga.
Por Laura P. Araújo