Um Intrigante Mistério
O primeiro encontro entre Watson e Sherlock Holmes, em 174 páginas de puro mistério. Isabela analisa a estreia do detetive criado por Arthur Conan Doyle em 1887.
O mistério e o suspense presentes em Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho são algo viciante e intrigante, fazendo o leitor ter vontade de ler todo o livro em um único dia. Escrita por Arthur Conan Doyle e publicada originalmente em 1887, a obra conta com 174 páginas de puro mistério, envolvendo dois personagens icônicos: o Dr. Watson e Sherlock Holmes. Uma das versões mais recentes, da editora Principis, apresenta uma capa vermelha com detalhes luxuosos e um título atrativo, contando com a tradução de Monique D’Orazio para o português.
O livro narra a história sob a perspectiva do Dr. Watson, um ex-cirurgião do exército que serviu na guerra e acabou se aposentando devido a problemas de saúde que o impediram de continuar no serviço. Ao voltar para Londres, ele procura um companheiro para dividir um apartamento. É então que um conhecido lhe conta sobre um homem chamado Sherlock Holmes, que também está à procura de alguém para dividir o aluguel.
Watson anima-se para conhecê-lo. Holmes é apresentado como um homem muito inteligente, estudioso e interessado pela ciência, que costuma ler bastante, realizar experimentos e ser extremamente observador. Porém, Watson também é avisado de que ele possui peculiaridades e hábitos um tanto estranhos: “Mas, vez ou outra, uma reação o dominava, e por dias a fio ele ficava deitado sobre o sofá na sala de estar, quase sem pronunciar uma palavra ou mover um músculo, de manhã até a noite”.
Apesar de ser uma leitura bem construída e com boa cronologia, a segunda parte do livro pode dar a impressão de que o autor decidiu criar um complemento para explicar melhor os acontecimentos passados. Mesmo assim, a narrativa continua interessante e ajuda o leitor a compreender toda a trama. Recomendo este livro para leitores que apreciam mistério e suspense e que gostam de tentar descobrir, ao longo da leitura, quem é o verdadeiro culpado.
Por Isabela Kumamoto