Julgando as Páginas: O Menino do Pijama Listrado
Considerado perfeito por muitos leitores, mas será mesmo? Bernardo analisa o livro de John Boyne com olhar crítico, aponta o ritmo arrastado e dá nota 6,5.
John Boyne é o autor da famosa obra O Menino do Pijama Listrado, um livro considerado perfeito por diversos leitores. Mas será que é tudo isso mesmo? Publicado originalmente em 2006 e lançado no Brasil pela editora Seguinte (com tradução de Augusto P. Calil), o livro mistura romance, drama e uma pitada de suspense. Sua capa é simples, com o título bem à mostra sobre um fundo que remete a um pijama listrado, passando a sensação de um tecido gasto.
A história acompanha Bruno, um garoto nascido em uma família alemã. O menino é descrito como baixo, um pouco mimado, de pele clara e cabelos negros. Sua vida muda quando a família precisa se mudar para a Polônia por conta do trabalho do pai, um oficial nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Perto de sua nova casa, Bruno descobre um campo de concentração e, através da cerca, faz amizade com Shmuel, um garoto judeu, baixo e pálido, que vive aprisionado ali. Juntos, os dois vivem momentos marcantes.
A obra é repleta de drama e traz situações intrigantes, o que é um ponto positivo. O texto é muito bem escrito, com cenas detalhadas e uma caracterização de personagens que desperta empatia ou rancor no leitor. No entanto, senti que o tema é um pouco pesado para o público infantojuvenil.
Em minha análise, achei o desenvolvimento um tanto "arrastado", com capítulos que podem parecer repetitivos. O desfecho ocorre de forma inesperada, sem grandes avisos, resultando em um final bem impactante. Recomendo este livro para quem gosta de dramas históricos intensos e histórias cheias de emoção. Eu daria uma nota 6,5 para a obra. Agora, leia você mesmo e tire sua própria conclusão!
Por Bernardo Ranieri