O Menino que Sobreviveu
Aos 8 anos ignorou o livro para assistir aos filmes; um ano depois voltou atrás. Danilo conta como as palavras de Rowling criaram imagens que o cinema não alcançou.
Lembro-me de quando tinha 8 anos e a bibliotecária da escola me apresentou Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na época, o livro parecia antigo, com páginas amareladas, e acabei ignorando a leitura para assistir aos filmes. Um ano depois, meu interesse despertou. Percebi que as palavras de J.K. Rowling deixavam minha mente mais viva e criativa; a autora consegue criar imagens em nossa cabeça com uma profundidade que o cinema nem sempre alcança.
A história acompanha Harry Potter, um menino que vivia uma vida comum e infeliz com seus tios rabugentos e seu primo mimado nos arredores de Londres. Tudo muda quando ele descobre, por meio do meio-gigante Hagrid, que é um bruxo e deve estudar em Hogwarts. Ao ingressar na escola de magia, Harry descobre que é famoso por ter sobrevivido, ainda bebê, a um ataque do terrível Voldemort — o mesmo ataque que causou a morte de seus pais. Entre aulas de poções e partidas de Quadribol, ele vai desvendando os segredos de Hogwarts.
Em minha opinião, o ponto mais forte da obra é a coragem de Harry. Mesmo sendo apenas um garoto, ele demonstra muita vontade de enfrentar perigos para proteger seus amigos. Outro ponto de que gosto muito é que o livro não é apenas sobre mágica, mas sobre as nossas escolhas. Como o diretor Dumbledore diz em um trecho marcante: "São as nossas escolhas, Harry, que revelam quem realmente somos". Essa conexão entre o mundo real e o fantástico torna a leitura envolvente e reflexiva. Por outro lado, um ponto que pode exigir costume é a grande quantidade de informações; às vezes, é um desafio acompanhar tantos personagens e cenários novos.
Recomendo este livro para qualquer pessoa que goste de aventura e queira uma leitura viva e rica em detalhes. É interessante comparar a vida dos "trouxas" (não-bruxos) com o mundo mágico, observando como temas como amizade e lealdade são universais e não mudam, independentemente do mundo em que estamos.
Por Danilo Gomes